Treino funcional: o que é e por que está a ganhar relevância
O treino funcional tem vindo a ganhar cada vez mais popularidade e não é por acaso. Em vez de trabalhar músculos isolados, este tipo de treino utiliza tanto o peso do próprio corpo, como pesos e acessórios.
Neste artigo, explicamos o que distingue o treino funcional, quais os seus principais benefícios e por que razão é uma excelente opção para melhorar a performance, a mobilidade e a resistência.
O que é um treino funcional e quais são os seus benefícios?
Ao contrário de um treino mais tradicional, em que o foco está, muitas vezes, numa máquina ou num grupo muscular isolado, o treino funcional trabalha cadeias musculares completas. Isto significa que, num único exercício, são ativados vários músculos e articulações ao mesmo tempo.
A crescente popularidade deste método explica-se pela sua versatilidade, já que pode ser ajustado a diferentes níveis de condição física, através da adaptação da intensidade, da carga e da complexidade dos exercícios. Entre as principais vantagens de um treino funcional destacam-se as seguintes:
- Desenvolvimento do equilíbrio e da coordenação motora;
- Maior resistência física;
- Correção da postura corporal;
- Fortalecimento da musculatura;
- Aumento da mobilidade articular;
- Prevenção de lesões.
Além disso, ao trabalhar o corpo como um todo, o treino funcional ajuda a corrigir padrões de movimento e a melhorar a postura, tornando os gestos mais eficientes e seguros. Mais do que acumular repetições, o treino funcional valoriza a qualidade da execução, a técnica e a intenção.
Exercícios de treino funcional
São diversos os exercícios que podem ser realizados num treino funcional:
1. Squat
O squat trabalha sobretudo as pernas, os glúteos e o core. Comece por afastar os pés à largura dos ombros, descendo o corpo até os joelhos formarem aproximadamente um ângulo de 90 graus. Deve manter o corpo direito e o core ativo. Uma das suas variantes é a execução com kettlebell ou com elástico.
2. Push-up
O push-up trabalha o peito, os ombros, os braços e o core. Para executar o exercício, deve colocar as mãos no chão à largura dos ombros, manter o corpo alinhado da cabeça aos pés e descer lentamente até o peito se aproximar do chão, voltando depois à posição inicial. Como variante, pode fazer a flexão com as mãos apoiadas numa superfície instável, como uma bola, aumentando o desafio ao nível do equilíbrio.
3. Lunge
O lunge trabalha principalmente pernas e glúteos. Deve ser realizado dando um passo em frente e descendo o joelho de trás em direção ao chão, mantendo o tronco direito e regressando depois à posição inicial. O movimento deve ser repetido alternando as pernas. Uma das suas variantes é a realização com kettlebell ou com elásticos.
4. Kettlebell Swing
O kettlebell swing trabalha os glúteos, as pernas, o core e as costas. Para o executar corretamente, deve colocar os pés à largura das ancas, segurar o kettlebell com ambas as mãos e balançá-lo entre as pernas, projetando-o depois até à altura do peito através da força gerada pela extensão da anca.
5. Band Row
O band row trabalha as costas, os braços e o core. Para o praticar de forma adequada, deve fixar o elástico numa estrutura estável, puxá-lo em direção ao tronco com os cotovelos junto ao corpo e contrair os ombros e as costas no final do movimento. Uma variante consiste em executar a puxada de forma mais lenta e controlada, aumentando o tempo de tensão muscular e reforçando a contração no final de cada repetição.
Antes de iniciar o treino funcional, garanta uma orientação adequada
Se quer melhorar a sua força, mobilidade e resistência, ou simplesmente adotar um estilo de vida mais ativo e equilibrado, o treino funcional é o ideal.
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